Loading...
Higiene 2016-12-16T11:05:14+00:00

HIGIENE

É muito positivo que ajude o seu filho a cumprir os hábitos de higiene. Passo a passo, sem pressas. Complete a informação e os conselhos que aqui lhe damos com os Guias Kandoo, onde lhe ensinaremos estratégias pedagógicas para que a higiene pessoal do seu filho seja mais um jogo.

Quando perceber que o seu filho prefere tomar banho sozinho, sem a sua companhia, faça-lhe a vontade sem problema nenhum. Certifique-se de que deixa a porta da casa de banho aberta, supervisione para que não corra nenhum risco (aquecedores, aparelhos elétricos, etc.) e vigie a situação de forma discreta e despercebida. Este interesse em fazer a sua própria higiene pessoal é uma manifestação da sua independência, pudor, etc.
Os hábitos saudáveis devem ser instaurados não pela força nem por obrigação, mas por convencimento.

O melhor é a criança ver que os pais lavam os dentes após cada refeição e que se preocupam com a sua higiene oral. Devemos explicar-lhes que os dentes são “ferramentas” que servem para cortar os alimentos, a fim de diminuir o seu tamanho, e para os triturar, para facilitar a sua digestão e absorção a nível do estômago e dos intestinos, e que, portanto, devemos cuidar deles e lavá-los para não ficarem restos de alimentos que, a longo prazo, provocam cáries e os vão estragando. Devemos mantê-los em bom estado para que tanto a dentição de leite como a definitiva sejam saudáveis e duradouras.

As verrugas são relativamente frequentes nas crianças e devem-se a infeções cutâneas virais causadas pelo vírus do papiloma humano (VPH). Embora possam aparecer em qualquer parte do corpo, são mais frequentes nas mãos e nos dedos. Podem ser únicas ou múltiplas e desaparecem por si só, embora também se possam alastrar por auto-inoculação.

Muitas vezes, recorre-se a um tratamento psicoterapêutico ou a medidas caseiras, cuja eficácia é difícil de avaliar. O uso de tratamento com frio (crioterapia), eletrocoagulação ou medidas mais conservadoras, como pomadas com ácido salicílico, são os procedimentos terapêuticos mais habituais e com bons resultados.

A dermatite atópica é um processo extraordinariamente frequente, sobretudo nos países desenvolvidos. Quando há antecedentes de atopia na família, o risco dos filhos serem atópicos é elevado. Nestes casos, deve-se promover especialmente o aleitamento materno, devem-se evitar determinados alimentos (chocolate, cacau, frutos secos, morangos, etc.), usar roupa de seda ou algodão, evitando a lã e as fibras artificiais, e utilizar sabonetes neutros. Por vezes, o banho diário não é aconselhável. O calor excessivo, a transpiração e o stress devem ser evitados, pois podem aumentar a comichão, a irritação da pele, que é a principal manifestação da dermatite atópica. Se a criança realmente apresentar uma dermatite atópica, deverá ir ao pediatra para que confirme o diagnóstico e, em caso positivo, ponha em prática as medidas terapêuticas adequadas.
Roer as unhas é relativamente frequente, mas não deve ser motivo de grande preocupação. Muitas vezes, é a consequência de uma situação de ansiedade ou de stress vivida pela criança. Convém desdramatizar a situação, não ralhar nem aplicar substâncias de sabor desagradável nas unhas, luvas, etc., já que estas medidas costumam ser pouco eficazes.

Sabia que segundo o Projeto Etapas…?

A partir dos 4 anos, a média de banhos/duches por semana é de aproximadamente seis. O momento preferido para dar banho ou duche à criança, em 45% dos casos, é à noite antes do jantar.

49% dos pais com crianças dos 2 aos 7 anos utilizam os novos produtos para a higiene da criança, tais como as toalhitas de WC e papel higiénico húmido.

A partir dos 3 anos, a frequência de solicitação da ajuda de um adulto para se limpar depois de ir à casa de banho diminui.

Chama a atenção o facto de apenas 53% das crianças dos 2 aos 7 anos lavarem sempre as mãos antes de comer, enquanto que aproximadamente 30% o fazem frequentemente. Além disso, aproximadamente 40% das crianças só lavam os dentes uma vez por dia, não seguindo a recomendação dos especialistas em saúde oral (3 vezes por dia).

O estudo reflete o mau hábito de roer as unhas, muito comum entre a população infantil, atingindo 41% entre as crianças dos 3 aos 7 anos e com o valor máximo entre os 3 e os 4 anos de idade.