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Instituto universitario Dexeus - Departamento de pediatría

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A AUTONOMIA DO SEU FILHO

No seu filho começa certamente a despertar o desejo de fazer coisas sozinho. Os pais devem apoiá-lo e guiá-lo ao longo desse caminho para conseguir alcançar a sua própria autonomia. Em seguida, damos-lhe alguns conselhos que lhe podem ser muito úteis:

 

DEIXE-O SER ELE PRÓPIO

Quando o desejo de se sentirem livres e autónomas desperta nas crianças, o papel dos pais deve ser de apoio, proporcionando-lhes ferramentas que as ajudem a ser um pouco mais independentes a cada dia. À medida que forem atingindo pequenos objetivos, sentir-se-ão mais seguras.

• A autonomia, esse pequeno grande passo.

Se procurarmos a palavra autonomia no dicionário, a sua definição é ‘a capacidade de cada um definir as suas próprias regras sem esperar que sejam ditadas pelos outros'. No entanto, quando falamos de crianças, devemos entendê-la como o conjunto de capacidades que lhes permitem preparar-se para a vida e encontrar recursos para vencer o dia a dia sem a ajuda dos outros. Por conseguinte, para elas é muito importante conseguirem dar pequenos passos que lhes permitam libertar-se um pouco mais dos pais dia após dia.

• O papel dos pais.

A procura de autonomia é um processo que se inicia desde o nascimento, mas é a partir dos 2 anos que as crianças começam a ter consciência da sua necessidade de liberdade. Nessa fase, os pais desempenham um papel muito importante, já que não só devem apoiá-las, como também é necessário fornecer-lhes as ferramentas para que possam sentir-se mais livres e seguras.

• Cuidados sem proteção excessiva.

Muitos pais, preocupados com o bem-estar dos filhos, confundem os cuidados necessários com a proteção excessiva. Esta proteção exagerada, para além de ser um grande obstáculo para a criança na procura de autonomia, manifestar-se-á pouco a pouco sob a forma de insegurança ao longo da sua vida. Por este motivo, é essencial que os pais satisfaçam as suas necessidades físicas e emocionais, mas dando-lhes também espaço para que se encontrem a elas mesmas.

• Alguns conselhos úteis.


-Não coloque obstáculos à sua curiosidade e vontade de aprender.

-Dê-lhe oportunidades para poder tomar decisões.

-Aceite quando tiver tomado uma decisão.

-Evite as comparações entre irmãos.

-Promova a auto-estima, com frases como ‘gostamos de ti como és'.

-Incuta-lhe hábitos de autonomia e higiene.

 

DÊ-LHE ESPAÇO PARA CRESCER

Aprender a ir sozinho à casa de banho é um objetivo que se vai cumprindo passo a passo. Uma primeira etapa foi o ‘adeus às fraldas', mas ainda há um longo caminho a percorrer. A função principal dos pais é estimular os filhos, promovendo a sua independência e proporcionando-lhes ferramentas para que consigam dominar cada etapa ao seu próprio ritmo.

ANTES DE INICIAR A CRIANÇA NO CONTROLO DOS ESFÍNCTERES É NECESSÁRIO ASSEGURARMO-NOS DE QUE A CRIANÇA:

Conhece e compreende bem as palavras-chave: xixi, molhada, suja, sentar, subir, descer, sanita, bacio…;

• Conhece as sensações / sinais de estar molhada, limpa, suja, ter vontade de fazer xixi (distingue as sensações da bexiga…).

• Conhece o comportamento de fazer xixi na sanita porque vê crianças, adultos, a fazerem-no num conto…

• Sabe que é um comportamento importante que deve tentar conseguir e, por isso, elogiamos muito todas as condutas orientadas para esse fim, ao mesmo tempo que não damos importância aos "acidentes"..

• Os pais não devem ter pressa, já que cada criança amadurece ao seu ritmo. Também não devem pressioná-la nem forçá-la, pois isso só conduzirá à frustração. Em caso algum devem ameaçar, repreender, gritar, castigar ou ridicularizar a criança.

COMO INICIAR O CONTROLO DIURNO

• Retirar a fralda só durante o dia.

• Pôr a criança no bacio a cada duas horas aproximadamente.

• Valorizar muito positivamente sempre que consiga fazer xixi no bacio.

• Não dar demasiada importância se não o fizer, incentivando-a e dizendo que da próxima vez será bem sucedida.p>

• Quando conseguir com que faça xixi a cada duas horas há vários dias, aumentar o intervalo do bacio para duas horas e meia.

• Continuar com o mesmo sistema de elogio dos comportamentos adequados, não dando importância aos "acidentes".

• Ir aumentando o intervalo de tempo de sentá-la no bacio, ao mesmo tempo que incentivamos a criança a pedir para fazer xixi quando tiver vontade, valorizando esse comportamento sempre que o tenha.

• Normalizar a conduta de fazer xixi assim que seja capaz de pedir para ir à casa de banho cada vez que sinta necessidade de o fazer.

• Depois de conseguir controlar o ato de urinar, está na altura de iniciá-la no uso adequado da sanita (levantar e baixar a tampa, sentar-se de forma adequada, não se molhar nem se sujar, limpar-se sozinha, puxar o autoclismo e lavar as mãos quando terminar).

A AVENTURA DE IR À CASA DE BANHO.

São muitas as dificuldades que as crianças podem encontrar ao tentarem ir sozinhas à casa de banho. Algumas não gostam do barulho do autoclismo e outras pensam que dentro da sanita vive um monstro que come tudo o que cai lá dentro. Mas não é tudo. Depois de ultrapassado o medo, surge outro grande problema: limparem-se. É preciso entender que, para a maioria das crianças, a limpeza não tem a mesma importância do que para um adulto. E o rolo de papel higiénico? Como é difícil fazer com que não se desenrole e encha o chão todo de papel!

UM PASSO MUITO IMPORTANTE PARA ELAS.

Segundo os especialistas em psicologia infantil, a partir dos dois anos as crianças começam a desenvolver o sentido de autonomia e vão afirmando lentamente a sua independência e tomando consciência dos seus atos. Cada novo passo permite-lhes serem mais autónomas e, à medida que vão alcançando os seus objetivos, sentem-se mais seguras, tranquilas, equilibradas e com vontade de aprender. Assim, conseguir ir à casa de banho e limpar-se sem ajuda é uma situação nova e difícil na qual a sua capacidade de autonomia será, uma vez mais, posta à prova.

ALGUNS CONSELHOS ÚTEIS.

Facilite-lhe a tarefa:

1. Escolha peças de roupa que sejam fáceis de abotoar e desabotoar, por exemplo, calças e saia com elástico.

2. Dê-lhe um bacio feito à sua medida.

3. Coloque à sua disposição toalhitas infantis WC, também feitas à sua medida.

 

 

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4. As instruções têm que ser muito simples no início, devendo complicá-las pouco a pouco.

5. Se a criança não conseguir à primeira, não faça disso algo traumático e volte a tentar.

6. Supervisione-a enquanto pratica e, em caso necessário, corrija-a com humor.

 

ELE JÁ CONSEGUE IR SOZINHO

A partir dos 4 anos, os hábitos higiénicos devem fazer parte da rotina diária da criança. Isto requer um trabalho árduo por parte dos pais e, sobretudo, muita paciência, pois os resultados não serão imediatos.

•A higiene como rotina diária

A higiene na criança deve ser tão importante como as restantes atividades que realiza diariamente: comer, brincar, dormir…No entanto, devemos ter em conta que, para ela, a limpeza não tem o mesmo valor que tem para nós. Por conseguinte, há que abordá-la como um jogo.

• Os hábitos, grandes aliados.

Um hábito, que é simplesmente a tendência para repetir um ato, representa uma grande ajuda para os pais porque, uma vez adquiridos, jamais se esquecem. Contudo, para que isto aconteça, a aquisição de hábitos deve iniciar-se a partir dos primeiros anos de vida.

• Os pais, uma referência natural.

Ainda que não seja possível herdar os hábitos higiénicos, a atitude dos pais é essencial pelo facto de constituírem as duas referências naturais da criança. A educação de hábitos higiénicos exige um trabalho intenso por parte dos pais, e sobretudo, muita paciência, porque os resultados do nosso esforço não serão imediatos. É necessário estar constantemente a explicar o porquê de cada medida higiénica

• Alguns conselhos úteis.

- Deve existir uma regularidade ou um ritmo na repetição do hábito..

- É importante avaliar se a criança está ou não a divertir-se com a prática de determinado hábito

- É necessário que exista comunicação e compreensão entre a criança e a pessoa que tenta incutir-lhe o hábito.

- Não basta ensinar a fazer. Devemos ensinar a fazer de forma correta.

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