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Alimentação 2016-12-16T10:44:36+00:00

Alimentação

Dizem que somos aquilo que comemos. Como certamente quer que o seu filho seja forte e saudável, aqui procuraremos responder a eventuais dúvidas que possa ter acerca da sua nutrição.

A partir dos 3 e até aos 7 anos, as crianças ganham cerca de 2Kg de peso e crescem aprox. 6-8cm por ano. Como podemos constatar, ocorre uma desaceleração do crescimento, pelo que as necessidades nutricionais são menores, embora se deva ter em conta a intensa atividade física que, em condições ideais, devem realizar..

É importante haver um equilíbrio no aporte dos princípios imediatos: hidratos de carbono, proteínas e gorduras. É necessário evitar um excesso de proteínas sob a forma de carne, já que é suficiente uma única ingestão diária de 50-100 gramas sob a forma de carne ou peixe, assim como o de gorduras saturadas, evitando produtos de doçaria industrial, que também são muito ricos em açúcares.

Deverá promover-se uma dieta rica em hidratos de carbono: pão, massas, arroz, legumes. Não é aconselhável comer mais de 3 ovos por semana. Há que consumir verduras todos os dias, bem como 2-3 peças de fruta diárias.

No que se refere ao leite e derivados, aconselha-se cerca de 500cl por dia. Haverá que limitar o uso de sal na condimentação, para habituar a criança desde pequena a comer com muito pouco sódio, o que evitará a hipertensão arterial na idade adulta.

Como bebida, convém dar só água, evitando os refrescos e os refrigerantes, ricos em açúcares, conservantes e aromatizantes, que não deixam de ser produtos químicos.

É frequente a criança criar resistência aos novos sabores, pelo que os pais não devem preocupar-se se, ao introduzirem novos alimentos, notarem rejeição da sua parte. O melhor é incorporá-los paulatina e lentamente sob a forma de puré para que a tolerância vá ocorrendo. Entre um novo alimento e outro devem decorrer, no mínimo, 2 semanas.
Existem inúmeras causas que podem provocar vómitos nas crianças, variando consoante a idade. Em todo o caso, se o vómito vier acompanhado de febre, de afetação do estado geral, de deteção de anomalias no crescimento e desenvolvimento ou de qualquer outra perturbação orgânica, deve consultar o seu pediatra.

Outras vezes, são vómitos funcionais, sem causa orgânica, muito frequentes em crianças que são forçadas a comer, que comem muito rapidamente ou que ingerem alimentos de grandes dimensões, etc. Insistimos que a hora da refeição deve ser agradável, sem ruídos, sem birras nem crispação. Quando se consegue criar este clima de forma constante, é muito raro surgirem vómitos funcionais.

No nosso meio, uma criança que tem uma alimentação variada não requer, de um modo geral, um aporte externo de vitaminas. Estas têm uma grande aceitação entre os pais, já que se considera que o seu aporte melhora o apetite das crianças. A não ser que o seu pediatra aconselhe, não é necessário um aporte exógeno vitamínico nesta idade.
Quando uma criança odeia a hora de comer, devemos perguntar-nos: porque é que isso acontece? Na maior parte das vezes, a culpa é nossa, já que transformamos a hora das refeições num suplício, num verdadeiro mau bocado, durante o qual os pais, nervosos, alimentam a criança forçando-a a comer, obrigando-a a abrir a boca. Isto faz com que a criança associe a comida a um pequeno martírio, ao qual resiste, com razão, já que lhe provoca espasmos, vómitos, choro, rejeição da ingestão, etc., criando um círculo vicioso, que só pode ser quebrado com calma, tranquilidade, e sobretudo, com senso comum. Tal como insistimos em várias ocasiões, a hora da refeição deve ser um momento de felicidade.
É lógico que, no início, quando a criança não tem dentes, devemos dar-lhe a comida sob a forma de purés, mesmo quando a dentição se está a iniciar.

Contudo, quando os dentes de leite estiverem completos, o que acontece a partir dos 24-30 meses, deve comer os alimentos inteiros, em pequenos pedaços, para que a criança mastigue. É importante a criança aprender a comer devagar, mastigando corretamente, o que vai facilitar a digestão dos alimentos.

Evidentemente. Já insistimos várias vezes que as crianças devem fazer as suas 4 refeições diárias: pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar, e evitar petiscar entre as refeições, especialmente comendo guloseimas, que são calorias vazias, sem qualquer valor nutritivo, muito ricas em açúcares refinados e em sal.
O pequeno-almoço é uma refeição fundamental para a criança e deve fornecer, pelo menos, 25% da energia diária. O pequeno-almoço ideal consiste num copo de leite de aprox. 250cc, que pode ser gordo ou meio gordo, juntamente com cereais e uma peça de fruta.
O seu pediatra dir-lhe-á em que percentil de peso e altura o seu filho se encontra ao ver o peso e a altura no gráfico e relacionando esses dados com a idade dele.
As crianças costumam comer pouca fruta e fazem-no para não terem de a descascar e/ou de lhe tirar as pevides. Nestes casos, apresente-a da forma mais cómoda e atrativa possível ou opte por lhe fazer uma salada de frutas ou um batido. Vai ver como passa a aceitar melhor.

Sabia que segundo o Projeto Etapas…?

O pequeno-almoço das crianças em casa é composto, bem cedo pela manhã, por leite (92,4%), cereais (62,15%) e bolachas (35%). Durante a manhã, na escola, comem basicamente pão (27,7%), bolachas (21,5%), derivados lácteos (iogurte ou queijo) (18%) e enchidos (16,6%).

A água é a bebida que, maioritariamente, as crianças com idades entre 1 e os 7 anos costumam ingerir ao almoço e ao jantar, mas destaca-se também o consumo de sumos industriais (não naturais) durante e entre as refeições, em maior medida a partir dos 3 anos.

As crianças comem menos verduras a partir dos 3 anos de idade e, além disso, é o alimento mais rejeitado por parte das crianças, sobretudo as verduras cruas.

É de realçar que 3 em cada 4 crianças dos 2 aos 7 anos de idade costumam fazer a refeição principal do meio-dia com a família..

Entre os 3 e os 7 anos, cerca de 45% das crianças consomem guloseimas um a dois dias por semana, embora 20% as consumam mais de 2 dias por semana.